
Deriva (2025)
Com dramaturgia de Maíra Lour e Pablito Kucarz, “Deriva” se monta entre as relações do corpo, da palavra e das imagens atravessadas pela fúria da cidade com sua brutalidade, beleza, intensidade, contradições e disputas de narrativas. A direção é de Maíra Lour, no elenco estão Dafne Viola, Flávia Imirene, Nathan Gabriel, Pablito Kucarz e Patricia Cipriano.
A criação da peça é resultado de estudos da Súbita Companhia sobre a relação entre o corpo e a cidade. O corpo como território de experiências e sua relação com a paisagem, o espaço, o que está em volta. A partir da afirmação do geógrafo Milton Santos: "O centro do mundo está em todo lugar, o mundo é o que se vê de onde se está", o grupo iniciou leituras, derivas e vivências no espaço urbano. Para esta cartografia coletiva de afetos o grupo convidou Carla Kinzo, Sol Faganello e Ivan Haidar para residências imersivas com elenco e direção para colaborar com o pensamento e a prática sobre o corpo, a palavra e as tecnologias buscando traduzir a própria cidade sobre os corpos dos artistas em cena.
A cidade é uma experiência múltipla, plural, híbrida, adaptável e mutável. Experimentar o desafio do passo lento em contraponto a velocidade e a pressa contemporânea, para assim suspender o espaço-tempo na tentativa de ousar, de ir contra a norma e assim tentar desvendar o enigma, de não ser devorado pelo estabelecido. Mover os centros do mundo para a experiência da percepção do corpo considerando que o espaço é uma relação fundada na ação. O corpo se espacializa e se historiciza em relação com as coisas e os outros. A cidade vive por meio dos corpos dos sujeitos e de suas individualidades.
“Deriva” estreou em fevereiro de 2025, no Teatro José Maria Santos, em Curitiba/PR.

SINOPSE
A revolução começa num passeio. “Deriva” nos convida a percorrer um trajeto no centro histórico de uma cidade. Dentro da paisagem, tomamos o tempo para observar, perceber os detalhes e reconhecer as narrativas que se sobrepõem. Somos atravessados pela cidade enquanto caminhamos sobre o asfalto que cobre os rios que passam debaixo dos nossos pés. Nas encruzilhadas, o encontro entre sankofas e azulejos portugueses, lixo e árvores centenárias, coisas e gentes. Refletidos na vitrine das lojas nos percebemos inseridos nesse lugar que nunca para. Uma tempestade se anuncia.
FICHA TÉCNICA
Direção artística: Maíra Lour
Dramaturgia: Pablito Kucarz e Maíra Lour
Direção de Movimento: Juliana Adur
Elenco: Dafne Viola, Flávia Imirene, Nathan Gabriel, Pablito Kucarz e Patricia Cipriano
Direção de Produção: Gilmar Kaminski
Produção Executiva: Dânatha Siqueira
Assistência de Direção e Contrarregragem: Anna Wantuch
Orientação Dramatúrgica: Carla Kinzo
Interlocução Artística: Iván Haidar, Giovana Soar e Sol Faganello
Trilha Sonora Original e Operação de Som: Álvaro Antonio
Iluminação: Lucri Reggiani
Operação de Luz: Lucri Reggiani e Semy Monastier
Cenografia: Gabrielle Windmüller
Figurino: Isbella Brasileiro
Colaboração em Voz: Juia Klüber
Realização: Súbita Companhia de Teatro
Produção: Flutua Produções
Duração
60 minutos
Classificação indicativa
14 anos